Sudão: cristã condenada à morte é presa novamente, agora com o marido
O marido dela, Daniel Wani, também foi
preso. O casal foi detido em um aeroporto de Cartum, a capital do Sudão,
quando tentava deixar o país. Não foram divulgados mais detalhes sobre a
prisão.
A condenação à forca de Meriam, no dia
15 de maio, provocou fortes críticas de vários governos ocidentais e
grupos de direitos humanos.
Filha de muçulmano, ela foi condenada
pela lei islâmica, que proíbe conversões, depois de ter se casado com um
cristão, com quem já tinha um filho de 1 ano e 8 meses.
Ela também foi condenada a 100
chicotadas por adultério, já que, segundo a interpretação sudanesa da
sharia (lei islâmica), as uniões entre uma muçulmana e um não muçulmano
são consideradas traição conjugal.
Quando foi condenada, a mulher estava
grávida e deu à luz uma menina 12 dias depois do veredicto. Após o
parto, a sudanesa foi levada da cela que dividia com seu primeiro filho e
outras mulheres.

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