Dilma é xingada pela torcida; Pr. Silas comenta
No momento em que a cerimônia começou, o
estádio estava com milhares de assentos vazios, com longas filas nos
bares e restaurantes, e com queixas de torcedores que diziam ter
dificuldade para encontrar suas cadeiras, a festa teve um início morno.
No ano passado, durante a Copa das
Confederações, Dilma e Blatter já haviam sido alvo de criticas e vaias
dos torcedores. A presidente não ocupou o lugar central na tribuna de
Honra, e não discursou, como seria de praxe. Permanecendo na terceira
fileira, atrás do vice-presidente Michel Temer, sentada entre o
presidente da Fifa, Joseph Blatter, e sua filha, Paula Rousseff Araújo, e
tendo mais à esquerda a presidente do Chile, Michelle Bachelet.
Pr. Silas comenta:
Não posso em hipótese alguma concordar
com nenhum tipo de excesso. Não aceito que a figura de uma Presidente da
República seja enxovalhada do jeito que a torcida fez. Precisamos
entender que tudo tem um limite. A questão é que a Dilma está revestida
do mais alto cargo da nação que é o de Presidente da República. Não é
simplesmente xingar uma pessoa, e sim menosprezar o mais alto cargo que
nos representa. Fazer manifestações contra os gastos bilionários da Copa
do Mundo, realizar manifestações contra a corrupção do governo, são
questões de direitos de cidadania, mas como disse ainda pouco, tudo tem
um limite. Como não podemos aceitar quebra-quebra, também não podemos
aceitar que a figura da Presidente da República seja ofendida no nível
que foi no jogo de abertura da Copa do Mundo. Mil vezes não! Isto não é
coisa de gente que quer ter direitos e participar de um estado
democrático pleno.

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